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Josh Gluckstein cria maravilha da vida selvagem com papelão reciclado

Josh Gluckstein cria maravilha da vida selvagem com papelão reciclado

Há um poder silencioso em encontrar uma das esculturas de Josh Gluckstein. Em tamanho real e exigindo atenção, seus animais de papelão parecem menos objetos e mais encontros – momentos de pausa que convidam à reflexão. Trabalhando exclusivamente com papelão reciclado, o artista radicado em Londres desenvolveu uma prática diferenciada que combina artesanato, conservação e contação de histórias.

O fascínio de Gluckstein pelos animais começou cedo, moldado por inúmeras visitas ao Museu de História Natural de Londres e por uma profunda curiosidade pelo mundo natural. Esse interesse expandiu-se através das viagens, onde encontros próximos com a vida selvagem, desde elefantes à vida marinha, consolidaram o seu desejo de criar um trabalho que falasse da nossa relação com a natureza. Originalmente treinado como pintor, ele mudou para a escultura organicamente durante a pandemia, quando o acesso limitado a materiais tradicionais o levou a fazer experiências com papelão. O que começou como uma necessidade logo se tornou seu meio definidor.

Encontrando uma voz no papelão

Desde 2021, Gluckstein trabalha exclusivamente com papelão reciclado, abraçando suas imperfeições e sua história como parte da narrativa. Cada escultura é sem desperdício, construída a partir de folhas em camadas que criam profundidade, textura e variação de cores surpreendentes. O papelão ondulado se transforma em pele, concha ou pêlo à medida que os vincos e as mudanças de cor acrescentam caráter e emoção. Os seus animais, muitas vezes mostrados em escala real, parecem frágeis e monumentais, ecoando o equilíbrio precário dos ecossistemas que representam.

Cada escultura é sem desperdício, construída a partir de folhas em camadas que criam profundidade, textura e variação de cores surpreendentes. O papelão ondulado se transforma em pele, concha ou pêlo à medida que os vincos e as mudanças de cor acrescentam caráter e emoção.

Entre suas obras mais ambiciosas está Recifeuma instalação imersiva que reúne tartarugas, corais e cardumes de peixes em um amplo ambiente subaquático. Peças como esta demonstram a capacidade de Gluckstein de ir além das formas individuais e criar habitats inteiros, utilizando materiais humildes para explorar a biodiversidade e a perda. Em outros lugares, seu foco em espécies ameaçadas e traficadas ressalta a urgência por trás da beleza, transformando a escultura em uma forma silenciosa de ativismo.

Na sua essência, o trabalho de Gluckstein é sobre conexão. Ao transformar papelão descartado em representações poderosas da vida selvagem, ele pede aos espectadores que reconsiderem tanto o que valorizamos quanto o que desperdiçamos. Suas esculturas não retratam apenas animais – elas servem como lembretes de responsabilidade, resiliência e da frágil maravilha do mundo natural. Siga o artista no Instagram para mais inspiração.

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